Sobre o Corte de Água pela AFORAMO e o Vandalismo do FIPAG

Sobre o Corte de Água pela AFORAMO e o Vandalismo do FIPAG

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Ando por ai interessada em alguns assuntos muito actuais e pertinentes. Não posso afirmar com toda a certeza, mas é algo que acontece um pouco por todo o país. Estou a falar exactamente do problema de água. Sempre ouvimos por todo lado que sem água não há vida – Pura verdade.

Falo do assunto porque muito recentemente quase ficamos sem água. Para quem não sabe, sobretudo os leitores do Moz Maníacos que estão fora da nossa linda pátria. Vou contar a estória como forma de contextualizar o leitor.

A Associação dos Fornecedores de Água de Moçambique (AFORAMO) anda insatisfeita com o comportamento do FIPAG (Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água) que anda a vandalizar as canalizações feitas por abastecedores de água privados, que por conta e risco próprio e, fundos próprios, investiram milhões de meticais (milhões mesmo, é muito caro abrir furos, sem contar que por vezes não se alcança o desejado).

Os privados abasteceram as zonas suburbanas de Maputo durante muito tempo, isso porque o Estado (o responsável por isso) não está em altura de chegar em todos os bairros. Não é obrigação nenhuma dos privados em fazer isso, fizeram por vontade própria. E acreditem ajudaram muitas famílias a ter o precioso líquido.

Agora, porque aparece, hoje, o FIPAG a destruir as suas infra-estruturas e impor condições aos privados? Por mais que respondam a minha pergunta vou continuar cinzenta. É simples, por mim os tipos do FIPAG devem conquistar os seus clientes nas zonas onde os privados já se instalaram. E não o que está a acontecer agora.

Do para exemplificar, os trabalhadores do FIPAG que estão a colocar a famosa tubagem para o abastecimento de água, vandalizam tudo o que encontram pela frente e simplesmente deixam a céu aberto. Mesmo as estradas, eles abrem crateras e deixam estar. Deve aparecer alguém a tapar os rastos.

Mas então, isso no meu pobre ponto de vista é sinónimo claro de cobardia, pelo menos no que concerne aos operadores privados, porque estes arriscaram tudo e mais alguma coisa para ajudar a nós (povo) a ter o tão precioso líquido.

Voltando um pouco a famosa greve dos operadores privados, estes anunciaram que iam paralisar o abastecimento de água por tempo indeterminado. Agora, imaginem o pavor dos moçambicanos, ou melhor dos residentes das zonas suburbanas de Maputo.  Porque na maior parte destas não chega nem a rede de abastecimento público de água e muito menos o FIPAG, diga-se, só agora é que este resolveu se instalar e já criou prejuízos enormes.

Por milagre, mas por milagre mesmo, a greve não aconteceu, ou durou apenas um dia, porque os privados retrocederam. O povo respirou de alívio, mas as sabotagens continuam. Tem uma pergunta que não me sai da cabeça. Dizem por ai que não chora, não mama. Será que toda vez que os moçambicanos quiserem fazer-se ouvir devem recorrer à greve? Deixo a critério de cada um.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Não vejo nenhum problema o facto de a FIPAG melhorar o abastecimento de agua aos Maputenses. quando se fazem trabalhos com escavadoras ha sempre risco de danificacao de infraestruturas subterrâneas incluindo tubos privados, sendo assim os privados também devem colaborar na identificação dos mesmos para minimizar os danos e não chorar sobre o leite derramado. E dever do empreteiro do FIPAG repor estas infraestruturas danificadas e so isso!. Quanto a indeminizacoes acho que sinceramente ja esta virar doença. Estamos em economia de mercado e quem não sabe lidar com concorrência não deveria ter entrado no mercado. Os privados deviam usar o seu rico tempo para desenhar estratégias de fornecer melhores serviços. Dai cabe ao povo escolher o que quer Agua publica ou privada da mesma forma que faz em relação a Aguas de Maputo. Devemos nos lembrar quando gritamos aos 4 ventos que o dinheiro que supostamente deveríamos dar a privados e o dinheiro que sai dos nossos bolsos em forma de impostos e deve ser aplicados em beneficio dos cidadaos e nao de minorias que ja enriqueceram o suficiente para garantir futuro aos seus filhos. Ha por aqui falsos problemas parem e pensem

  2. O problema não é o FIPAG – Este não mandam e nem impõem nada. O problema é quem faz ou aprova agenfas: o governo, que pensou que os fornecedores iriam simplesmente ficar no prejuízo sem fazer nada. Afinal quando falam de projectos para o bem do posso estão a falar de exterminar o investimento dos privados?

    É verdade que estes fornecedores também estão desorganizados, porque até aqueles que nunca foram afectados pelos projectos públicos cortaram a água e querem ser indemnizados- não se é por solidariedade ou falta massa cinzenta. O facto é que por causa dessa desorganização, o governo têm razão em não ceder.

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