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Bombas para o BCI MMA: “No MMA sempre sai-se descontente”

Após a apresentação oficial dos nomeados para o BCI MMA que decorreu  na sexta-feira no Atrium do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Teknik e Mg criticaram a qualidade do júri e a exclusão de dançarinos, respectivamente.

Primeiramente, o rapper, singer e produtor Teknik felicitou o grupo Classic La Família pela nomeação e orgulhou-se por serem, também, parceiros de trabalho musical. O grupo está numa das categorias “mais pesadas e mais concorridas porque… só para nós vermos, estão no meio de quem [e] que tipo de nível de produção?!… já dá para ver que a concorrência é muito forte.”

Avaliando o grupo pelos trabalhos consigo realizados, acredita que tem potencial para vencer na categoria “porque se formos a ver desde que Classic La Família apareceu no mercado [tem] feito muita aposta… não [se] limitam… [são] ousados.”

Todavia, para as nomeações da categoria Hip-Hop/RAP Tek mostrou-se insatisfeito pela falta de rappers que estão no auge da carreira “acho que faltou Bander; acho que faltou Dice; porque, em termos de hip-hop são os artistas mais populares do momento. Não faria sentido na categoria de hip-hop não constar nenhum trabalho deles…” acreditando que se inscreveram “tanto que eles fizeram-se presentes.”

Por conseguinte, nasce a dúvida sobre a competência artística do júri que fez as selecções para todas as categorias do BCI Mozambique Music Awards, em particular a de Hip-Hop/RAP porque “eu acho que é importante que nos sítios estejam pessoas que realmente entendem de cada uma das áreas, das categorias”. Esta constatação visa evitar descontentamento no meio artístico-musical e “isso é uma realidade. No MMA sempre sai-se descontente.”

Assim sendo, o júri deve ser composto por pessoas que entendem de cada género musical, que estejam na área e tenham influências, e, certamente, a sociedade civil porque “no fim do dia a música que estamos a fazer é para o público.”

De acordo com Tek, o júri deve ser apresentado ao público, tratando-se em “uma forma de nos garantirem que realmente quem esteve ali entende da matéria”. Isto, abraçando a ideia de que “cada género de música tem as suas coisas…” e se, por um acaso, haver descontentamento “saberemos que se isto está a acontecer é porque alguém que realmente sabe o que estava a apontar e não alguém que supõe.”

Por sua vez, Mg (dançarino do grupo Os do momento) gostou da cerimónia e reserva grandes expectativas para a gala de entrega dos prémios. Porém, no que concerne à existência de categorias para dança demonstra descontentamento “nós temos só a primazia de participar com electro-music dance…dependemos muito desta parte, o que é um bocado mau.”

Assim, o desejo é de “ver aquela parte dos grupos de dança fazedores de música” para ter enquadramento no MMA. E, em torno disto, sabe-se que muitos artistas só são o que são, também, graças aos dançarinos e “eu acredito que deveria existir uma repartição ‘de prémios’.”

De modo a sentirem-se valorizados, o melhor caminho não é aproximarem-se das autoridades, mas sim “fazer tudo por tudo para crescerem. Aí hão de ter notabilidade a nível nacional e internacional.”

Texto: Nigga Shar

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