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Festival de insensibilidade nas ruas de Maputo

Acredito que tenha falado de crianças algumas vezes. Mas, enquanto não se resolver ou minimizar a situação vou continuar. Lá dizia o Presidente Samora Machel que “as crianças são flores que nunca murcham”, eu acrescento, não deviam murchar, mas infelizmente aqui em Moçambique as coisas são bem diferente. Elas murcham sim. Quem de direito devia amenizar a situação, simplesmente fica impávido a ver crianças na rua a vender chips, chocolates, rachel, pão com badjias, até álcool (proibido para menores de 18 anos, vendem e consomem).

As meninas se prostituem para ganhar dinheiro (uma criança não devia se preocupar em ganhar dinheiro, isso é coisa de adulto), os rapazes saem das zonas suburbanas da cidade de Maputo e vão a baixa, onde vendem diversos produtos e muitas vezes convivem com drogados (a correrem o mesmo risco) e quando a noite cai, dormem onde estão, pois se elas andam correm risco de ser assaltadas.

Em geral, essas crianças não são de Maputo, vem das províncias, em linguagem mais séria podemos dizer que são vítimas de tráfico de crianças que, posteriormente são submetidos a prostituição e ao trabalho infantil.

As imagens do Feling Capela, foram tiradas em Maputo, muitas delas durante a noite e elas falam muito mais que qualquer palavra que podia tentar expressar.

Quantas vezes usa-se esta lâmina para cortar o cabelo e onde foi apanhada?

 

Cama? Dura realidade a nossa

Prostituição infantil

 

Perigo? Não pra ele

Apesar de tudo, a esperança anda connosco

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