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Há coisas que não sabemos sobre os albinos

O Rapper Zagalote concedeu uma entrevista à nossa redacção onde afirmou que os medias não retratam tudo relacionado ao tráfico de pessoas albinas.

Durante a sua explanação sobre os motivos que o levaram a dedicar uma música aos albinos o rapper deixou claro que para além do que a sociedade moçambicana sabe sobre o tráfico de albinos há também coisas que ela não sabe, dado que durante as minhas investigações, acabei por perceber que existem outras [sinistralidades] para os quais os albinos são submetidos e não são retratados pelos medias.”

As declarações de Zagalote arrepiam a qualquer pessoa. Dentre os actos praticados pelos ‘vampiros’ usando partes de corpos dos albinos, etc., estão, por exemplo, a pesca e o sexo desprotegido, “os seus cabelos são usados na Tanzânia pelos pescadores [que] amarram-nos [em] fios de pesca [acreditando que] dão sorte…os peixes são grandes… E, há quem diga também que pessoas seropositivas que fazem relações sexuais com albinos ficam curadas.” Portanto, foram estas e outras informações relacionadas que o despertaram a curiosidade para investigar mais o assunto, e, consequentemente, percebeu também que “alguns líderes comunitários têm encomendado a morte de albinos quando se aproxima a época das eleições, na Tanzânia principalmente” e desta escória fazem parte os concorrentes às presidências das repúblicas pois “fazem rituais com sangue de albinos alegando que isso vai lhes trazer mais sorte – estes factos não são anunciados pelos medias.” É por isso que, em posse de tanta informação, a música de Zagalote SOMOS TODOS IGUAIS é o remédio para a cegueira social.

Zagalote reconhece, em meio de tanta sh?t, que os polícias do estado têm trabalhado para inviabilizar o procedimento de actos ilegais envolvendo albinos “[eles] procuram ter uma atenção. Quando vêem um albino num carro procuram saber se está em paz…”

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