Coisas de Moçambique Sobre as Moçambicanas Que Se Vendem em Luanda

Sobre as Moçambicanas Que Se Vendem em Luanda

PARTILHA COM A MALTA


Há muito tempo que venho observado o novo “fenómeno”, ou há um certo tempo que me apercebi do mesmo, visto que, do modo como as coisas andam na Pérola do Índico, a sua intensificação levou-me a olha-lo com mais calma e chegar a conclusões mais claras. Há Moçambicanas se prostituindo em Luanda. Quem são elas? Como funciona o esquema? Quem organiza o esquema? São perguntas que sobrevoam o cérebro a cada dia que passa.

Bem, não irei mencionar nomes, por isso desafio o caro leitor para que abra mais os olhos no decorrer dos seus dias ou daqui em diante. A verdade é que, há moçambicanas viajando cada vez mais para a Pérola do Atlântico ou para os ares onde há maior afluência dos “filhos da Banda”. Até mesmo a terra do Zuma ( R.S.A ) tem sido o destino das nossas manas. Evidentemente, nem todas vão para lá afim de fazer esses “negócios”. Há que separar o trigo do joio. Sodoma e Gomorra existem em todo mundo, inclusive em Moçambique!

E aí , caro leitor, provavelmente que já observou as “belas do facebook” em viagens pomposas para Luanda, Angola. Fotos a bordo do avião, nos shoppings, restaurantes, e etc. Uma autêntica demonstração de “poses”, capaz de deixar alucinado a qualquer um, e a tantas outras que sonham com tais requintes da vida, cativando-as e, paulatinamente, seduzindo-as e induzindo-as a ceder ao espírito aventureiro.

Ouve-se sempre que os Angolanos vêm tendo cada vez mais sede pelas beldades moçambicanas, e quando estão de passagem por Maputo, juntamente com seus “padrinhos” fazem e desfazem a cabeça das moçambicanas. Infelizmente as nossas mulheres não gozam da boa fama em Luanda… nem de longe. Por culpa daquelas que se deixam comprar por alguns “USD’s”, as mais limpas e cultas, também acabam caindo nas más línguas internacionais. O mais concretamente em África!

O Mwangole passou a ser o alvo de várias jovens Moçambicanas. Várias delas almejam “ fisgar” um deles para ver se mudam de vida num piscar de olhos. Não que eu esteja dizendo que todas aquelas que mantêm relações com angolanos sejam interesseiras. Longe de mim tal coisa, há relações saudáveis e dignas de respeito!

Mas é só pôr um jovem Angolano no meio de duas amigas Moçambicanas e, veremos no que vai dar… Caso sejam as tais “fast food” que aqui pretendo retratar, elas perdem a cabeça, e de tudo fazem para fisga-lo. São as mesmas que são encomendadas para a casa dos nossos irmãos, e quem cuida do negócio? Padrinhos, autênticos coiotes da prostituição! São algumas das caras famosas da nossa Tv, rádios, ou redes sociais… esses mesmo que estão sempre entre eles e que lhes dão do bom e do melhor, assim que recebem os seus afilhados em Moçambique. Diz-se por ai que trata-se de um negócio, onde o preço ronda os 2000, 2500 USD. O padrinho “ abocanha” uns 500, 600, 700 … USD e a maior fatia do bolo vai para a presa. São padrinhos educados e influentes, e por vezes bastante eloquentes. Sendo assim, raramente se deparam com obstáculos quando se trata de convencê-las a entrar no jogo e fazer algum dinheirinho. A maioria desses fartos fins de semana em Luanda, estão em torno desse negócio há mola jorrando para quem se arrisca. Os padrinhos acompanham-nas depois de ter tudo coordenado com os seus clientes que, tratam de pagar as passagens aéreas e a acomodação. Chegados a Luanda, podem divertir-se enquanto que a presa se deixa abusar para satisfazer ao “manda chuva” .

O município de Belas, em Luanda, é um dos pontos mais fortes. É onde se regista grande concentração de prostitutas internacionais, inclusive das nossas irmãs. Devido aos seus magníficos shoppings e grande afluência de etnias, raças,  homens de negócios, poder, e muito apetite sexual… há muito dinheiro no ar. Caso a “madame” seja portadora de um “templo fisico” estonteante, beleza e charme tem mais possibilidades de sair de lá com 80% dos seus objectivos alcançados, em forma de notas. As famosas verdinhas! Um telemóvel novo, um automóvel, extensões, e todos esses acessórios que viram a cabeça das mulheres.

É preocupante a forma como este negócio vem ganhando vida em Moçambique. Várias jovens deixam-se seduzir feito Judas… As 25 moedas de prata levam-nas a atirar a sua integridade/moralidade e a arriscarem-se nesse jogo obscuro. Correndo toda a espécie de perigo, numa altura em que se debate com o tráfico de humanos, de órgãos em África e pelo mundo. Moçambique está em queda livre no que diz respeito aos valores morais/culturais. E a fedeira já se faz sentir na sala de estar… Eu não me irei espantar caso uma delas volte em um caixão, vindo de “uma terra distante”. Morre-se em todo lado, mas é sempre bom perder a vida no solo pátrio.

Mencionei várias vezes Angola, como uma forma de exemplificação, mas o mesmo tem vindo a suceder na R.S.A entre outros países africanos. Com a correria dos nossos dias, a frustração juvenil, negócios do género vão abrindo o apetite de várias almas que até há bocado fediam a inocência. São essas mesmo que cedo, deixam cair a toalha e lançam-se em tais aventuras. Casos do género não atingem a ninguém até ao momento em que penetram em ti, até ao confins das tuas entranhas, há que desencorajar tais atitudes!

Este é o meu nobre ponto de vista sobre a situação acima abordada, há que retirar a raposa do galinheiro antes que dê cabo de tudo.

PARTILHA COM A MALTA
Emerson David de A. Chiloveque, 24 anos de idade, nacionalidade moçambicana. Estuda Relações Internacionais e História, em Tula, Rússia. Assumiu-se escritor amador há 2 anos. Chil escreve contos, crónicas e artigos para jornais e blogs. Enamorado pela arte, Chil encontrou na escrita a paz que precisa para contribuir para o desenvolvimento e enriquecimento cultural da humanidade.

COMENTE PELO FACEBOOK