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Zagalote solidariza-se com as pessoas portadoras de albinismo

O rapper moçambicano, Zagolote, do grupo de Hip-Hop, Kappacettes Azuis, gravou uma música dedicada às pessoas portadoras de albinismo numa altura que, em Moçambique, são raptadas para servirem à medicina tradicional.

Nos últimos meses os medias publicaram factos de raptos e/ou sequestros, vendas, esquartejamentos, e outros crimes desumanos contra as pessoas sem pigmentação na pele. Este facto suscita, ainda, vários debates e acções para estanca-lo. Neste sentido, artistas, como é o caso de Zagalote, intervêm com suas próprias músicas. Zagalote sensibilizou-se a dedicar uma música à pessoas portadoras de albinismo porque o que se vive “está a tomar contornos agravantes e, com estes actos macabros, alguns de nós é que [tiveram] conhecimento que [usam-se] partes de [corpos] destes para fins obscuros julgando que eles são [a] fonte atracção de riqueza”. Contudo, porque o drama não só afecta aos albinos, mas também toda a sociedade moçambicana, a música é para a nação moçambicana de modo a que “[proteja] as pessoas com ausência completa ou parcial de pigmento na pelecabelos e olhos, devido à ausência ou defeito de uma enzima envolvida na produção de melanina.

“Todos têm direito de um lar, uma família, à saúde, à educação, a um emprego condigno, e de maneira nenhuma devem ser discriminadas, marginalizadas [ou] usadas como fontes de geração de riquezas.”

A música SOMOS TODOS IGUAIS é, em si, uma síntese de factos relatados e leituras sobre o assunto e, nela, o rapper tentou  buscar aquilo que é o essencial para poder retratar de forma clara e objectiva. E, com o interesse de tornar o conteúdo musical acessível a maior parte dos moçambicano,  que o rapper afirma que recorreu a uma linguagem simples – aspecto negligenciado por vários músicos moçambicanos.
Engana-se quem pensa que o Apocalipse rotunda-se em Moçambique. Zagalote tentou, de maneira geral, abranger outros países emaranhados nesta cegueira, dentre eles Burundi e Tanzânia.

A música pode ser encarada como o pino do qual se pode bem-palavrear até a base, formando, com as diferentes temáticas co-relacionadas, o vértice da pirâmide de acções para sublevação de uma consciência humanitária.

http://musica.mmo.co.mz/video/somos-todos-iguais-zagalote-com-saxx

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